As vendas de Natal em Santa Catarina devem registrar alta neste ano. Após o recuo observado em 2024, a intenção de compras voltou a crescer e o comércio projeta resultados positivos. Segundo pesquisa da Fecomércio SC, o aumento previsto é de 7,3% em valores nominais, com gasto médio estimado em R$ 721 por pessoa. Considerando a inflação, o crescimento real deve ficar em 2,3%.
O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, destaca que mais da metade dos consumidores se sentem financeiramente melhor do que no ano passado. “Entre os entrevistados, 56,4% afirmaram ter melhorado sua situação financeira. Além disso, houve aumento de cerca de 10% no rendimento real da população ocupada no terceiro trimestre”, afirmou.
A pesquisa indica ainda que o gasto médio deve ser distribuído na compra de cerca de cinco presentes por pessoa.
O levantamento ouviu 2,1 mil consumidores em sete cidades catarinenses. Criciúma lidera a previsão de gasto médio, com R$ 1.016, seguida por Itajaí (R$ 786), Chapecó (R$ 768) e Blumenau (R$ 735). Todas superam a média estadual. Já Florianópolis (R$ 679), Joinville (R$ 564) e Lages (R$ 497) registraram valores abaixo do índice geral.
Entre as categorias preferidas pelos catarinenses, o vestuário permanece na liderança (30,9%), seguido por brinquedos (22,6%) e calçados (14,9%). Dagnoni explica que esses segmentos compõem o núcleo tradicional das compras de fim de ano.
No entanto, quando se observa o gasto médio por categoria, a dinâmica muda:
Óticas, joias e relógios lideram o desembolso, com média de R$ 1.194,25;
Informática aparece em seguida (R$ 1.173,47);
Eletrônicos ocupam a terceira posição (R$ 1.140,66).
Já categorias populares, como vestuário e brinquedos, apresentam gastos mais moderados, entre R$ 723 e R$ 809.
A maioria pretende antecipar as compras:
39,9% até duas semanas antes do Natal;
25,5% na semana da data;
17,3% com mais de duas semanas de antecedência;
11,4% mais de um mês antes.
A minoria deixa para a véspera (4,2%), para o próprio dia (0,48%) ou para depois (0,62%).
O PIX será o meio de pagamento mais usado, representando 24,8% das transações. Em seguida aparecem o débito à vista e o crédito parcelado, ambos com 20,1%. O uso de dinheiro caiu para 16,9%, confirmando a tendência de migração para meios eletrônicos observada desde 2018.
Quanto ao local de compra, o comércio de rua segue na liderança (48,1%). As compras online correspondem a 33,3% e continuam em expansão. Lojas de shopping somam 15,5%, enquanto camelôs representam 2,4%.
O preço permanece como principal fator para 36% dos consumidores. Promoções (19,8%) e bom atendimento (19,2%) também pesam bastante no processo de escolha. A qualidade do produto aparece com 17,1%. Aspectos como experiência prévia (3,3%), variedade de marcas (2,4%) e facilidade de pagamento (0,7%) têm menor influência.
A Fecomércio SC avalia que o cenário é favorável e deve proporcionar um Natal de recuperação para o varejo, com impacto positivo para todos os segmentos do comércio catarinense.
















