O farmacêutico e servidor público da farmácia pública da Unidade de Saúde de Capinzal, José Gabriel Casagrande Dambrós de 38 anos, detido pela Polícia Federal na manhã de terça-feira, dia 31, pelos pelos crimes de tráfico internacional de medicamentos e drogas, vai continuar preso por determinação da Justiça Federal. A decisão, aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia 1°, durante audiência de custódia.
O caso
De acordo com a Polícia Federal, Dambrós e a esposa utilizavam uma plataforma online para a comercialização ilegal dos produtos. Houve mais de 900 envios nos últimos anos para diversas regiões do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália e República Tcheca. Através do projeto Global Rapid Interdiction of Dangerous Substances, vinculado à Organização das Nações Unidas, a instituição recebeu 15 alertas internacionais sobre apreensões no aeroporto de Miami de encomendas com medicamentos controlados. Registrou-se a apreensão de cocaína. Todos os envios eram feitos de Capinzal e Ouro.
Ainda segundo as investigações, o farmacêutico utilizava embalagens de vitaminas e sais minerais para o envio dos remédios. Ele disfarçava como uma loja de venda de suplementos. Como farmacêutico da farmácia pública de Capinzal, há suspeitas de que ele desviava medicamentos. Na terça-feira, os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Capinzal e um em Ouro.
Além desses crimes, uma investigação vai apurar se Dambrós e a esposa ocultavam os valores recebidos de forma ilícita por meio da criptomoeda bitcoin. Ele foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia da Polícia Federal. A mulher responde em liberdade.
Servidor público desde 2013
Conforme dados disponibilizados no site de transparência da prefeitura de Capinzal, Dambrós atua desde 2013 como farmacêutico bioquímico, lotado no gabinete do secretário e com um salário atual de R$ 7.049,47. Em nota, a administração municipal afirmou está à disposição das autoridades e que o servidor foi imediatamente afastado das atividades.
Audiência de custódia
Na manhã desta quarta-feira, dia 1°, Dambrós passou por audiência de custódia na Justiça Federal. “Tudo somado, diante desse contexto, entendo que a prisão preventiva se faz necessária para garantia da ordem pública e para assegurar a conveniência da instrução criminal. Assim, entendo que, por ora, há de prevalecer a prisão preventiva do flagrado como medida adequada e proporcional, porquanto presentes os requisitos para sua decretação”, destacou o juízo. Com isso, o farmacêutico bioquímico permanece preso.
Com informações do Portal Magronada
















