Um sepultamento programado para a tarde de terça-feira (23) no Cemitério Municipal de Capinzal, foi interrompido após familiares afirmarem que o corpo dentro do caixão não era do homem que deveria ser enterrado. A situação levou à presença da Polícia Militar e ao registro de um boletim de ocorrência.
A guarnição foi acionada por volta das 14h20 para atendimento da ocorrência na Rua José Zortéa, no cemitério municipal. No local, o irmão do falecido relatou que o caixão, vindo de Caxias do Sul (RS), continha supostamente o corpo de Marcelo Pereira de Moraes, de 39 anos, natural de Capinzal.
De acordo com a família, o caixão chegou lacrado ao município e nenhum familiar havia feito o reconhecimento oficial do corpo no Instituto Médico Legal (IML) de Caxias do Sul. Diante das dúvidas, foi autorizada a abertura do caixão para tentativa de identificação. Ao retirar as lonas que envolviam o corpo, o irmão afirmou que não reconheceu o morto como sendo Marcelo, o que motivou o acionamento da Polícia Militar.
Os familiares também relataram estranhamento quanto ao avançado estado de decomposição e à altura do corpo, alegando que Marcelo tinha cerca de 1,60 metro e que as dimensões não correspondiam. No local, os policiais constataram forte odor.
O agente funerário responsável pelo translado informou à polícia que buscou o corpo em Caxias do Sul, onde havia ocorrido um velório com parte da família, incluindo esposa e filhos de Marcelo. Após aproximadamente duas horas, o corpo foi levado em caixão lacrado até Capinzal. No cemitério, durante o transporte do caixão até o jazigo, o irmão solicitou a abertura para reconhecimento, o que teria sido autorizado pelo responsável operacional da funerária.
Diante da suspeita de erro na identificação, a Polícia Militar comunicou o caso ao Copom, que acionou a Polícia Civil. Após retorno da Polícia Civil, o delegado de plantão autorizou a continuidade do sepultamento. O caso foi registrado em boletim de ocorrência.
Marcelo Pereira de Moraes morreu no domingo (21), em Caxias do Sul, após confronto com o Batalhão de Choque da Brigada Militar. Ele e outro homem, de 25 anos, eram suspeitos de um assalto a uma residência ocorrido durante a madrugada, no qual uma pessoa foi baleada. Na fuga, os criminosos levaram dinheiro, uma caminhonete Toyota Hilux e uma arma de fogo.
Horas depois, durante buscas, os dois foram localizados em uma área de mata e teriam atirado contra os policiais, que reagiram. Ambos morreram no local. Nenhum policial ficou ferido, e a caminhonete roubada foi recuperada. Conforme informações da imprensa gaúcha, os suspeitos possuíam antecedentes por crimes como homicídio, tráfico de drogas e roubos.
Após a confirmação do equívoco, o corpo correto de Marcelo chegou a Capinzal por volta das 8h desta quinta-feira (25). Devido ao avançado estado de decomposição e ao tempo decorrido desde a morte, não houve velório, sendo realizado apenas o sepultamento no Cemitério Municipal de Capinzal.




















