Em depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na tarde desta segunda-feira (11), o atual prefeito de Joaçaba, Vilson Sartori, e o ex-prefeito Dioclésio Ragnini negaram categoricamente a criação ou o recebimento de senhas bancárias para movimentação de contas da prefeitura. Os questionamentos de ambos agora recaem sobre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, sobre como o ex-tesoureiro investigado conseguia gerenciar acessos em nome dos chefes do Executivo para desviar recursos públicos.
A oitiva, conduzida pelos vereadores Jean Calza, Diego Bairros e Ricardo Menezes, também ouviu o ex-secretário de Finanças e atual vice-prefeito, Jorge Dresch.
Sartori pontuou que uma “sucessão de falhas”, tanto no Executivo quanto nas instituições financeiras, permitiu que os crimes ocorressem. Ele aguarda o rastreio do dinheiro para que os valores retornem aos cofres municipais.
Já Dioclésio Ragnini, que governou o município entre 2017 e 2024, expressou surpresa com o fato de os desvios não terem sido detectados pelos setores de contabilidade e controle interno durante o fechamento das contas ao longo dos anos.
As fraudes na Tesouraria vieram à tona em dezembro de 2025, após um alerta do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC). O servidor envolvido, que atuava há quase 30 anos no município, foi exonerado imediatamente.
As investigações conduzidas pelo Ministério Público, Polícia Civil e TCE abrangem o período de 2017 a 2025. Até o momento, o montante desviado das contas públicas para contas pessoais ultrapassa os R$ 4 milhões. Os trabalhos da CPI serão retomados no dia 8 de junho, período em que os vereadores se dedicarão à análise de documentos e à elaboração do relatório final.


















