A Polícia Civil deve realizar nos próximos dias uma reprodução simulada do caso que envolveu o assassinato do segurança Eleir Paulo Zamboni, de 43 anos, durante a festa de Réveillon em Piratuba. A informação foi confirmada pelo delegado responsável do inquérito, André Cembranelli. Ele afirma que a investigação segue em andamento, com diligências, levantamentos e oitiva de testemunhas.
Segundo o delegado, a reprodução simulada — com possível participação do autor já identificado e preso — deve contribuir para esclarecer pontos da dinâmica do crime. Cembranelli destacou que o trabalho precisa ser conduzido com precisão por se tratar de um caso grave e que os elementos reunidos serão fundamentais para o processo, que deve ser julgado pelo Tribunal do Júri.
O autor do homicídio está preso e foi encaminhado ao Presídio de Joaçaba. Ele se apresentou espontaneamente na Delegacia de Polícia de Piratuba quando foi cumprido um mandado de prisão temporária expedido a pedido da Polícia Civil. No momento da apresentação, o investigado entregou uma pistola calibre .380, apontada como a arma utilizada no crime, que foi apreendida.
Após a prisão, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, onde foram localizadas e apreendidas outras três armas de fogo.
O crime ocorreu na madrugada de quinta-feira, 1º de janeiro, durante o encerramento das festividades de Réveillon. Eleir, conhecido como “Lanche”, atuava como segurança do evento e foi atingido por disparo de arma de fogo enquanto trabalhava. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a Polícia Civil, o autor foi identificado pouco tempo depois porque o homicídio ocorreu na presença de diversas pessoas. Testemunhas já foram ouvidas, imagens foram coletadas desde o dia do crime e a Polícia Científica foi acionada para a realização das perícias necessárias.
A motivação segue em apuração, mas as informações iniciais indicam que houve um desentendimento antes do disparo.
















