Um relatório do Ministério Público de Santa Catarina revela que a Polícia Civil atua com apenas 52,5% do efetivo previsto no Estado. A falta de policiais tem gerado acúmulo de trabalho e atrasos significativos em investigações, prejudicando o andamento de inquéritos e a análise de provas essenciais.
De acordo com o documento, existem cerca de 2,7 mil vagas em aberto para agentes e escrivães. Apesar de o governo estadual ter autorizado a abertura de concurso público para 300 novos policiais, o número está longe de ser suficiente para suprir o déficit atual.
Embora o relatório não detalhe a situação específica de Capinzal, apuração do Portal Magronada indica que o município enfrenta os mesmos problemas. Uma investigação de tráfico de drogas teria ficado quase oito meses sem qualquer resposta da Polícia Civil ao Ministério Público. Outro inquérito também segue em tramitação direta há dias, mesmo após prazo adicional concedido pelo órgão.
A comarca apresenta déficit estimado entre um e cinco policiais civis, variando entre agentes e escrivães. Além disso, a delegacia local passou por diversas mudanças de comando ao longo do ano. A partir de dezembro, uma nova delegada deve assumir a chefia da unidade, o que pode trazer mais estabilidade ao trabalho investigativo na região.
















