Um morador de Peritiba, no Meio-Oeste de Santa Catarina, passou por um susto ao receber uma intimação da Polícia Federal, com sede em Piracicaba (SP), para prestar depoimento em um inquérito relacionado ao Banco Master.
Diante da situação, o peritibense buscou orientação jurídica e constituiu um advogado do próprio município para acompanhar o caso. Antes mesmo da data marcada para o depoimento, foi apresentada defesa formal, demonstrando que o investigado não se tratava dele, mas sim de outra pessoa, residente em São Paulo, que possui o mesmo nome e atuação no setor financeiro.
Após análise, foi confirmado que se tratava de um caso de homonímia — quando duas pessoas distintas compartilham o mesmo nome. A conferência de documentos, especialmente do CPF, foi determinante para comprovar que o morador de Peritiba não tinha qualquer relação com a investigação em curso.
O inquérito conduzido pela Polícia Federal apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. Entre os pontos investigados estão suspeitas relacionadas ao credenciamento de instituições financeiras, ausência de fundamentação técnica em decisões, falta de justificativas formais, fragilidades na análise de risco e inconsistências documentais na aplicação de recursos em letras financeiras emitidas pela instituição.
Com a comprovação do equívoco, o morador foi oficialmente excluído do processo, ficando desobrigado de prestar qualquer esclarecimento no âmbito da investigação.
















