O número crescente de crianças com atraso no desenvolvimento da fala tem chamado a atenção de profissionais da área da saúde. Em entrevista à reportagem da Nativa FM, a fonoaudióloga Tatiane Closs alertou para fatores que vêm contribuindo significativamente para esse cenário, especialmente o uso excessivo de telas e a falta de estímulo no ambiente familiar.
Segundo a profissional, o contato frequente com televisão, celulares e tablets tem reduzido a interação entre pais e filhos, prejudicando diretamente o desenvolvimento da linguagem infantil. Ela explicou que atividades simples do cotidiano fazem diferença no aprendizado da fala, como conversar com a criança sobre o dia na escola, estimular diálogos, realizar leituras de livros e incentivar a comunicação durante atividades extracurriculares, como ballet, esportes e brincadeiras.
Tatiane destacou ainda que existem situações em que o atraso da fala está associado a condições fisiológicas e neurológicas, como transtorno do espectro autista, lesões cerebrais e outras alterações do desenvolvimento. Além disso, problemas respiratórios, como adenoide, sinusite e rinite, também podem interferir na comunicação, assim como alterações na estrutura da língua e dificuldades motoras relacionadas à fala.
Outro ponto de preocupação citado pela fonoaudióloga é o impacto social enfrentado pelas crianças que apresentam dificuldades na comunicação. Conforme relatou, muitos pequenos acabam sofrendo bullying no ambiente escolar por falarem palavras de forma incorreta ou apresentarem dificuldade na pronúncia.
A especialista também orientou sobre atitudes comuns dos pais que podem reforçar erros na linguagem. Entre elas, repetir palavras pronunciadas incorretamente pela criança de forma inadequada ou atender aos gestos sem incentivar o pedido verbal. Segundo Tatiane, muitas vezes a criança apenas aponta para um objeto e os pais entregam sem estimular que ela tente falar.
De acordo com Tatiane Closs, ao perceber sinais de atraso no desenvolvimento da fala, é fundamental procurar avaliação profissional. Após a análise clínica, é elaborado um plano terapêutico individualizado, executado durante as sessões de acompanhamento. Ela ressaltou que o envolvimento da família no estímulo diário é essencial para os resultados do tratamento.
A profissional ainda explicou que não é possível determinar previamente o número exato de sessões necessárias, já que o progresso depende do desenvolvimento e da resposta individual de cada criança ao tratamento.
Fonoaudióloga há cerca de 26 anos, Tatiane Closs atende no quarto andar do Edifício Aníbal Ferro, em frente à Prefeitura de Capinzal. Informações e agendamentos de consultas podem ser realizados diretamente com a profissional.
















