Caminhoneiros autônomos de Itajaí e região decidiram aderir à paralisação nacional da categoria em protesto contra a alta no preço do diesel. A definição ocorreu durante reunião realizada na manhã de terça-feira (17), no pátio de um posto no município.
De acordo com o diretor da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), Sérgio Pereira, a greve teve início a partir das 18h de quarta-feira, após alinhamento com entidades representativas do setor. O movimento segue mobilização iniciada por transportadores que atuam no Porto de Santos e se expandiu para outras regiões do país.
“A gente vai seguir a greve nacional. A baixada santista já decretou a paralisação e vamos acompanhar, até porque o preço do combustível não está sendo justo para nós, além do frete defasado”, afirmou o dirigente.
Na segunda-feira, lideranças de diversas regiões — incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul — já haviam aprovado a paralisação em assembleia, ainda sem data definida naquele momento.
A assembleia em Itajaí reuniu cerca de 200 motoristas. Na região de Itajaí e Navegantes, estima-se que haja aproximadamente três mil caminhoneiros autônomos, sendo cerca de 1,2 mil vinculados à ANTC. Os profissionais atendem, além do complexo portuário de Itajaí, demandas de transporte para cidades como Itapoá e Imbituba.
A expectativa inicial é de adesão entre 60% e 70% da categoria. “A gente espera uma adesão significativa no início, para depois medir o impacto em nível nacional”, destacou Sérgio Pereira.
O movimento é impulsionado principalmente pelo aumento expressivo no preço do diesel, que subiu quase 12% na última semana, alcançando média de R$ 6,80, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na semana anterior, o valor girava em torno de R$ 6,08.
Segundo os caminhoneiros, o aumento dos custos tem impactado diretamente a atividade, obrigando a repassar os reajustes aos contratos de frete. A estimativa é de elevação entre 10% e 12% nos valores cobrados pelos serviços.
A categoria também reclama dos baixos valores pagos pelos fretes, que muitas vezes não cobrem os custos operacionais, tornando, em alguns casos, mais viável manter o caminhão parado do que trabalhar com prejuízo.
Além disso, motoristas apontam dificuldades na estrutura de atendimento nos portos, especialmente em Itajaí, onde enfrentam filas e falta de locais adequados para parada e espera.
Com informações do Diarinho
















