Familiares, amigos e integrantes da comunidade organizam para o próximo dia 14 de março um encontro em busca de justiça por Sarah Held, vítima de um acidente de trânsito registrado no dia 12 de dezembro de 2025, na SC-150, na comunidade de Caraguatá, em Joaçaba. A mobilização ocorrerá das 9h às 11h, no Calçadão de Capinzal, e é aberta à participação da população.
Sarah era praticante de karatê e bastante conhecida no meio esportivo. Em entrevista à reportagem da Nativa FM, o presidente da Federação Catarinense de Karatê Interestilos (FECAKI), Valdecir Saretta, que conviveu com Sarah por muitos anos na modalidade, destacou que o encontro busca manter viva a memória da atleta e reforçar o pedido por justiça.
Segundo Saretta, a perda de Sarah causou grande tristeza entre atletas, professores e praticantes da modalidade em todo o estado, que sentiram profundamente a ausência da jovem nos treinos, competições e atividades do karatê. Ele também ressaltou a união da comunidade esportiva e dos familiares neste momento. Para o ato, camisetas alusivas à mobilização foram preparadas, simbolizando o apoio à causa e a lembrança da atleta.
Saretta também se manifestou sobre a recente entrevista concedida à reportagem da Nativa FM pelos advogados de defesa Rai Pelisser Moreira e Rhilary Ester Costiche, que atuam na defesa de Pedro Gabriel Callai Susin, motorista do veículo em que a vítima estava. O suspeito foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio doloso qualificado, tentativa de homicídio qualificado e embriaguez ao volante.
Para o presidente da FECAKI, é uma inverdade a afirmação de que um caminhão teria passado sobre o corpo de Sarah, sendo essa a causa da morte, tese que, segundo ele, tentaria afastar a responsabilidade do investigado. Saretta afirmou que, até o momento, nenhum dos profissionais envolvidos na investigação apontou a presença de um caminhão no local do acidente.
Ele também questionou que, em um acidente de tamanha gravidade, seria improvável que um eventual motorista envolvido não parasse para prestar socorro ou comunicar o ocorrido às autoridades. Segundo ele, a tentativa seria de retirar a responsabilidade de Pedro e atribuí-la a alguém que, até que se prove o contrário, não existe.
Saretta ainda destacou que cabe à defesa apresentar provas que sustentem essa versão dos fatos. Para ele, as declarações não condizem com o que foi apurado até o momento. “O que pedimos é justiça, e justiça já”, declarou.
A organização convida a comunidade de Capinzal e região a participar do encontro, que pretende reunir pessoas em um momento de manifestação pacífica, solidariedade e homenagem à memória de Sarah Held.
















