O desfecho trágico de um acidente que comoveu o Oeste catarinense ganhou um novo capítulo na justiça. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) oficializou o pedido de internação da adolescente que conduzia o carro envolvido na colisão que vitimou Maísa Berté Sbruzzi, de 20 anos. A jovem morreu em fevereiro de 2025, após lutar por cinco meses contra as graves sequelas do impacto.
A representação do MPSC baseia-se em um laudo pericial que aponta o ato infracional como homicídio culposo. De acordo com o documento, a condutora do Ford New Fiesta, que tinha 17 anos na época do acidente, invadiu a preferencial. Isso ocorreu porque, por não possuir habilitação, ela cortou a frente da motocicleta conduzida por Maísa no acesso a Vargeão.
Maísa não morreu no local da batida, mas iniciou uma jornada dolorosa em busca da recuperação. O impacto foi tão violento que ela perdeu o capacete e sofreu múltiplas fraturas na bacia, perna, tornozelo e coluna, além de uma lesão grave no pulmão.
O tratamento exigiu mais de quatro meses de internação em Xanxerê. Como resultado da gravidade do quadro, foram necessárias diversas cirurgias e longos períodos na UTI. Apesar dos desafios, o paciente demonstrou evolução positiva após os procedimentos realizados no Hospital Regional.
A jovem chegou a receber alta em janeiro, mas a melhora foi temporária. Devido a complicações nos ferimentos e insuficiência hepática, foi necessária uma nova internação em Chapecó. Nesse período, mais especificamente no dia 22 de fevereiro, o organismo deixou de responder aos cuidados médicos. Dessa forma, a equipe confirmou o óbito no domingo, gerando grande comoção na comunidade.
A investigação policial já apontava a menor como responsável pelo acidente. Com o desdobramento fatal envolvendo Maísa, o Ministério Público passou a coordenar o processo de sanções. Isso ocorre porque o pedido de internação fundamenta-se na gravidade da infração, além de destacar o perigo de permitir que pessoas não habilitadas conduzam veículos.



















