Após 36 anos dedicados à música, o maestro Carlos Alberto da Silva, o Carlinhos, de 60 anos, natural de Curitibanos, se despede oficialmente de sua carreira na Prefeitura de Capinzal, deixando uma história marcada por ensinamentos, dedicação e amor à arte.
Antes de chegar a Capinzal, Carlinhos iniciou sua trajetória musical em Joaçaba, integrando a tradicional Banda Carlos Gomes, onde construiu as bases de sua formação. Em 1989, mudou-se para Capinzal para atuar com o grupo Os Invencíveis, destacando-se como trompetista em shows, bailes e festivais, consolidando seu nome no cenário musical regional.
Em 1993, iniciou sua atuação na Prefeitura como professor ACT, permanecendo por dez anos. Em 2003, foi efetivado por meio de concurso público, dando continuidade ao trabalho na formação musical de crianças e jovens. Ao assumir, passou a ocupar o espaço deixado por Silvano Marcos Batista, o “Silvaninho” (in memoriam), importante referência na música local.
Ao longo de mais de três décadas, Carlinhos esteve à frente da banda municipal por 33 anos. No início, sendo o único professor, assumia diversas funções: ensinava todos os instrumentos, regia a banda e coordenava as atividades. Com o passar do tempo e a chegada de novos profissionais, passou a focar no ensino de teclado, flauta e instrumentos de banda, sempre mantendo sua atuação como maestro e formador.
O encerramento de seu vínculo com a Prefeitura está previsto para o dia 30 de março, marcando o fim de um ciclo profissional. No entanto, Carlinhos afirma que seguirá ligado à música, agora de forma voluntária, atuando junto à banda e também no grupo Sexteto+, reforçando sua frase de que “não existe ex-músico”.
A continuidade dos trabalhos ficará sob responsabilidade de Yuri Penteado, que assume a regência da banda e dará sequência ao legado construído ao longo dos anos.
Ao relembrar sua trajetória, Carlinhos destaca que a música foi um caminho que surgiu sem planejamento, mas que se transformou em propósito de vida. Entre apresentações, ensinamentos e convivência, ele deixa em Capinzal não apenas uma história, mas também uma marca profunda na formação cultural do município.
















