Casos de gastroenterite viral têm sido frequentes neste período do ano e representam parte significativa dos atendimentos no Hospital Nossa Senhora das Dores, em Capinzal. A informação foi repassada pelo médico Cícero Batista, que explicou as características da doença e os cuidados necessários para evitar complicações.
De acordo com o profissional, as gastroenterites provocadas principalmente por vírus como rotavírus e norovírus costumam apresentar comportamento sazonal, sendo mais comuns no início do ano. O aumento das temperaturas e a maior circulação de pessoas durante o período de férias favorecem a transmissão dos vírus.
Segundo o médico, atualmente quase metade dos atendimentos registrados no hospital está relacionada a esse tipo de quadro clínico.
Os sintomas mais comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia e dificuldade para ingerir alimentos ou líquidos. Em alguns casos, também podem ocorrer dores abdominais em forma de cólica e febre. Cícero Batista explica que os episódios de náusea e vômito acontecem porque o organismo tenta eliminar o agente infeccioso.
Outro sintoma frequente é a fraqueza, geralmente associada à desidratação, causada pela perda de líquidos decorrente dos vômitos e da diarreia.
O médico orienta que o atendimento médico deve ser procurado principalmente quando há sinais de desidratação intensa ou incapacidade de ingerir líquidos, situação que pode exigir avaliação e tratamento hospitalar.
Alguns grupos exigem atenção especial, considerados mais vulneráveis às complicações. Entre eles estão crianças menores de cinco anos, que podem apresentar sinais como prostração, olhos fundos e rejeição de alimentos. Idosos também fazem parte do grupo de risco e podem manifestar, além da fraqueza, sonolência excessiva e até confusão mental.
Na maioria dos casos, a gastroenterite viral apresenta evolução benigna, com recuperação em até sete dias. No entanto, quando há suspeita de infecção bacteriana, o quadro pode exigir abordagem diferente. O médico explica que sinais como presença de muco ou estrias de sangue nas fezes podem indicar esse tipo de infecção, que eventualmente pode necessitar de tratamento com antibióticos.
Outra situação que merece atenção ocorre quando o paciente não apresenta melhora após quatro ou cinco dias, podendo haver uma evolução de um quadro inicialmente viral para uma infecção bacteriana.
Em relação à prevenção, o médico destaca medidas simples, mas eficazes, como lavar bem as mãos, higienizar corretamente os alimentos e evitar deixar alimentos expostos por longos períodos, principalmente em ambientes quentes. Também é recomendado armazenar adequadamente os alimentos na geladeira após as refeições.
Durante viagens ou em situações fora de casa, o cuidado deve ser redobrado, evitando consumir alimentos de procedência ou forma de preparo desconhecida, reduzindo assim o risco de contaminação.
















