Um grave incidente foi registrado no fim da tarde de sexta-feira (6) na ponte rodoferroviária de Marcelino Ramos, no Norte do Rio Grande do Sul. Um dormente de madeira da estrutura se soltou no momento em que um automóvel atravessava o local, atingiu a parte inferior do veículo e arrancou o eixo traseiro, provocando a interdição total da ponte.
Com o impacto, o carro ficou atravessado sobre a ponte, bloqueando completamente o trânsito nos dois sentidos. O dormente, em avançado estado de deterioração e apodrecimento, se desprendeu da estrutura e causou danos severos ao veículo. Por muito pouco, uma tragédia não foi registrada.
Apesar da gravidade do acidente e da violência do impacto, não houve feridos. Os prejuízos foram apenas materiais. A ponte é utilizada diariamente por trabalhadores, moradores da região, veículos da saúde e turistas que circulam entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Para a retirada do veículo e a liberação do tráfego, um trator foi acionado e utilizado na operação. Voluntários e equipes atuaram de forma emergencial, já que o carro ficou impossibilitado de se mover devido ao eixo traseiro arrancado. A intervenção foi a única alternativa possível no momento para desobstruir a ponte.
A ponte rodoferroviária de Marcelino Ramos é uma estrutura histórica, com mais de 100 anos, e considerada um dos principais corredores de ligação entre os dois estados. O desgaste da madeira e a falta de manutenção adequada vêm sendo motivo de preocupação recorrente de moradores e autoridades locais.
As prefeituras de Marcelino Ramos e Alto Bela Vista acompanham a situação da ponte e já possuem projetos técnicos para a substituição do assoalho de madeira por chapas metálicas. O investimento necessário para a obra é estimado em cerca de R$ 4 milhões. Os municípios afirmam que aguardam a liberação de recursos por parte do governo federal.
Segundo gestores locais, a situação da ponte é considerada insustentável. O episódio desta sexta-feira sinaliza o alerta para o risco enfrentado diariamente por quem depende da travessia. Moradores, trabalhadores e lideranças regionais cobram uma solução urgente para evitar novos acidentes e garantir a segurança de uma estrutura essencial para a mobilidade, a economia e o turismo da região.
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