Sarah Held, de 18 anos, morreu em um acidente de trânsito na SC-150, na comunidade de Caraguatá, em Joaçaba, no dia 12 de dezembro. A reportagem da Nativa FM entrevistou com exclusividade a advogada da família, Walesca Tidre na tarde desta segunda-feira (2).
A criminalista explicou que o caso não se encontra mais na fase de investigação, mas segue como processo penal sob o rito do júri. Há denúncia por homicídio qualificado doloso, tentativa de homicídio e embriaguez ao volante. Após o cumprimento das etapas processuais, haverá decisão sobre o réu ser ou não levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Questionada sobre o conjunto de provas, além do vídeo amplamente divulgado que mostra o interior do veículo — no qual o condutor afirma “ter braço” e pede para não terem medo —, Walesca destacou que a Polícia Civil reuniu outros elementos importantes para a acusação. Entre eles, indícios de dolo eventual, quando o autor não deseja o resultado (a morte), mas assume o risco ao adotar comportamento perigoso, além de provas periciais e testemunhais que reforçam essa tese.
Sobre a possível participação de um caminhão no atropelamento, hipótese levantada inicialmente em razão de marcas de pneus no corpo da jovem, a advogada esclareceu que, após diligências, a Polícia Civil concluiu que os ferimentos foram causados pelo próprio veículo conduzido pelo acusado.
Quanto à possibilidade de prisão preventiva, Walesca informou que o investigado não está preso, porém a medida pode ser solicitada a qualquer momento, desde que haja justificativa plausível ou descumprimento das cautelares já impostas.
A advogada explicou ainda que o processo do júri possui duas fases e, até o momento, não há audiência de instrução e julgamento marcada, podendo haver alongamentos naturais ao longo do trâmite.
Questionada sobre a situação da família, relatou que todos enfrentam um período de profundo luto e que o apoio da comunidade tem sido essencial. Ela lembrou que Sarah participaria, nos próximos dias, da formatura do ensino médio e que familiares de outros municípios já estavam em Capinzal na expectativa pela cerimônia — circunstância que torna tudo ainda mais doloroso.
Walesca finalizou afirmando: “A Sarah não volta, mas a impunidade não fica.”
















