Na última semana, o Ministério da Saúde publicou uma portaria com o objetivo de fortalecer a rede de atenção às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A medida visa a criação de grupos de trabalho específicos responsáveis por propor ações e diretrizes que aprimorem o diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de coordenar a implementação de políticas públicas que garantam assistência integral e multidisciplinar.
Giulia Moretti, terapeuta ocupacional e coordenadora clínica da AMA, destacou a importância dessa portaria para as pessoas com deficiência do espectro autista. Segundo ela, “essa medida é crucial para as pessoas com TEA, pois promove a melhoria dos serviços de saúde oferecidos a eles, garantindo um diagnóstico precoce e um atendimento adequado e contínuo”. Ela também mencionou que a criação de políticas públicas específicas facilita a inclusão social e educacional, proporcionando melhor qualidade de vida e maior autonomia para essas pessoas.
Para a AMA, a portaria trará novas diretrizes e suportes institucionais que aprimorarão o trabalho já realizado pela instituição. “Ela oferece capacitações para profissionais e promove a integração com a rede pública de saúde, fortalecendo as ações de atendimento, acompanhamento e inclusão das pessoas com TEA”, afirmou Giulia.
A criação dos grupos de trabalho visa atender à crescente demanda por serviços de saúde para as pessoas com TEA. Giulia Moretti explicou que “esses grupos permitem uma abordagem mais organizada e coordenada, garantindo que as necessidades específicas das pessoas com TEA sejam atendidas de forma eficiente e eficaz”. Isso também ajuda a reduzir a sobrecarga dos serviços de saúde e melhorar a qualidade do atendimento prestado.
Outro ponto relevante da portaria é a discussão sobre a incorporação de novas tecnologias no cuidado das pessoas com TEA. A medida destaca a importância da inovação no tratamento e acompanhamento, incluindo o uso de ferramentas digitais para diagnóstico precoce, aplicativos de suporte terapêutico e plataformas de telemedicina que facilitam o acesso aos serviços de saúde.
Atualmente, a equipe clínica da AMA é composta por diversos profissionais de saúde, incluindo terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, educador físico, musicoterapeuta, psicólogos, assistente social e nutricionista. Esses profissionais trabalham em conjunto para oferecer um atendimento multidisciplinar e de qualidade às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
















