O julgamento de T.E.S., acusado de tentar matar a ex-companheira, identificada pelas iniciais C.C. da S., entrou em uma das etapas mais importantes nesta quinta-feira (18), no Fórum da Comarca de Capinzal. Após a oitiva de testemunhas, da vítima e do próprio réu, os trabalhos foram suspensos para o almoço e serão retomados durante a tarde com os debates entre acusação e defesa.
A sessão teve início por volta das 9h10 e é presidida pela juíza Mayara Gomes Pedroso. Durante a manhã, foram colhidos os depoimentos das testemunhas relacionadas ao caso, além da vítima. Na sequência, o acusado foi interrogado em plenário, sendo o último a ser ouvido antes da interrupção temporária dos trabalhos.
Com o encerramento da fase de instrução, o julgamento passa agora para os debates. O promotor de Justiça Felipe Rodrigues da Silva Sanches, representante do Ministério Público, apresentará aos jurados a tese da acusação. Em seguida, o advogado Luiz Fernando Barth fará a sustentação da defesa.
Conforme prevê o rito do Tribunal do Júri, ainda poderá haver réplica da acusação e tréplica da defesa. Somente após o encerramento dessas manifestações é que os sete integrantes do Conselho de Sentença — formado por quatro mulheres e três homens — serão encaminhados à sala secreta para responder aos quesitos formulados pela magistrada.
As respostas dadas pelos jurados servirão de base para a definição do veredito e, posteriormente, para a sentença a ser proferida pela juíza.
O réu é acusado de tentar matar a ex-companheira na noite de 21 de abril de 2025, na Avenida 18 de Fevereiro, em Piratuba. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima estava dentro de um veículo quando teria sido surpreendida pelo acusado, que teria desferido golpes de faca contra ela e fugido em seguida.
Após o ataque, a mulher foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar e encaminhada inicialmente ao Hospital de Piratuba/Ipira. Em razão da gravidade dos ferimentos, precisou ser transferida ao Hospital São Francisco, em Concórdia.
A acusação sustenta que o crime teria sido motivado pela não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. T.E.S. foi preso pela Polícia Civil cerca de 15 dias após o fato, em Jaraguá do Sul, e permanece detido preventivamente no Presídio Regional de Joaçaba. A ação penal tramita em segredo de justiça.














