Um detento que seria levado a júri popular nesta sexta-feira, dia 12, foi encontrado morto nas primeiras horas da manhã no Presídio Regional de São Miguel do Oeste. Ele foi identificado como Vilson Thesing.
De acordo com as informações apuradas, o homem estava sozinho em uma cela e foi localizado sem vida por volta das 7h por profissionais da unidade prisional.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Militar e Polícia Penal foram acionadas e constataram o óbito. A Polícia Científica também esteve no local para realizar os levantamentos periciais. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar, e a investigação das circunstâncias da morte ficará a cargo da Polícia Civil.
Com o falecimento do réu, o julgamento marcado para esta sexta-feira, no Fórum da Comarca de São Miguel do Oeste, foi cancelado.
Vilson respondia por dupla tentativa de homicídio qualificada. Uma das vítimas era sua ex-companheira, e o caso envolvendo a mulher também era tratado como tentativa de feminicídio. A outra vítima era o atual companheiro dela.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na noite de 12 de abril de 2024, por volta das 23h30, na Rua Monte Castelo, no bairro Estrela, em São Miguel do Oeste.
A acusação apontava que o réu não teria aceitado o fim do relacionamento e teria perseguido a ex-companheira e o namorado dela enquanto os dois caminhavam pela via pública. Segundo os autos, ele teria parado o veículo, descido armado e iniciado a perseguição a pé.
Ainda conforme a denúncia, Vilson teria apontado uma arma de fogo contra o homem e efetuado um disparo. A vítima conseguiu desviar o braço do acusado e acabou atingida na mão.
Na sequência, ele teria perseguido a ex-companheira e tentado efetuar outros disparos, mas as munições não teriam deflagrado. Diante da falha da arma, a mulher teria sido agredida com coronhadas e também golpeada na cabeça com um tijolo.
O Ministério Público sustentava que os crimes teriam sido motivados pela inconformidade com o término do relacionamento. A denúncia também mencionava qualificadoras como motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas. No caso da mulher, a acusação apontava violência praticada em razão da condição de sexo feminino.
O réu também respondia por descumprimento de medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha. Após os fatos, ele havia sido preso e encaminhado ao Presídio Regional de São Miguel do Oeste, onde aguardava julgamento.














