As receitas do tipo B1, conhecidas popularmente como “receitas azuis”, voltaram ao debate em Capinzal após uma operação da Polícia Federal realizada recentemente envolvendo um farmacêutico. O documento é utilizado para a prescrição de medicamentos controlados e possui regras específicas de emissão e acompanhamento.
Em entrevista à reportagem da Nativa FM, o médico psiquiatra Guilherme Mendonça explicou que a receita B1 é usada há muitos anos no controle de medicamentos que exigem maior atenção, especialmente os benzodiazepínicos e os hipnóticos.
Segundo o especialista, entre os medicamentos mais conhecidos estão o Clonazepam, comercialmente conhecido como Rivotril, além de outros como Bromazepam e Alprazolam. Essas medicações fazem parte da classe dos benzodiazepínicos. Já entre os hipnóticos, o Zolpidem é um dos principais exemplos, pertencente ao grupo conhecido como “drogas Z”.
O psiquiatra destacou que esses medicamentos possuem indicação médica e não são proibidos, mas alertou para os riscos do uso inadequado ou prolongado. Conforme Guilherme Mendonça, o erro não está necessariamente em utilizar esse tipo de medicação, mas em mantê-la como único tratamento.
Ele explicou que, em muitos casos, os benzodiazepínicos são usados para aliviar sintomas enquanto outra medicação, como antidepressivos, começa a fazer efeito e estabilizar o paciente. Após essa estabilização, o recomendado é reduzir e retirar o benzodiazepínico, sempre com orientação médica.
De acordo com o médico, o uso prolongado pode levar à dependência, fazendo com que o paciente precise de doses cada vez maiores para alcançar o mesmo efeito, seja para controle do sono, da ansiedade ou do humor.
Guilherme Mendonça também chamou atenção para o uso das chamadas “drogas Z”, como o Zolpidem. Segundo ele, o medicamento passou a ter controle mais rigoroso após a banalização do uso e os riscos associados, como episódios de sonambulismo, amnésia e até acidentes, principalmente quando utilizado sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o controle, o psiquiatra avalia que ainda existe uso excessivo e descontrolado desses medicamentos. Segundo ele, a orientação médica deve priorizar o menor tempo possível de uso, apenas para estabilização do paciente, com retirada quando houver condições clínicas para isso.
O médico também explicou que a receita B1 possui um controle maior do que uma receita comum. O documento conta com numeração específica e deve ser solicitado junto à Vigilância Sanitária, permitindo identificar a origem da prescrição, seja de consultório particular ou de serviço público de saúde.
Esse controle, conforme Guilherme Mendonça, existe justamente para evitar situações como venda de receitas, falsificações ou uso indiscriminado de medicamentos controlados. Apesar disso, ele avalia que o Brasil ainda caminha para um sistema de fiscalização mais completo.
Para o especialista, o tema exige atenção tanto dos profissionais de saúde quanto da população, já que medicamentos controlados devem ser utilizados apenas com indicação, acompanhamento e responsabilidade médica.
Na Clínica Mendonça, em Joaçaba, o atendimento em psiquiatria e psicologia é realizado com o Dr. Guilherme Mendonça e a psicóloga Juliana Mendonça, com olhar individualizado para cada paciente.
E em Capinzal, o Dr. Guilherme atende todas as sextas-feiras, no Edifício Aníbal Ferro, em frente à Prefeitura. WhatsApp: (49) 99926-1357.














