A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social de Santa Catarina atualizou as informações sobre a fuga registrada no último sábado, dia 23, na Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul, no Meio-Oeste catarinense.
Após uma auditoria interna realizada na unidade prisional nesta segunda-feira, dia 25, foi constatada divergência na identificação dos detentos que realmente conseguiram fugir. Dois nomes divulgados inicialmente como foragidos foram revisados, após a verificação apontar que eles não haviam deixado o complexo prisional.
Com a correção, apenas Edilson dos Santos, natural de Renascença, no Paraná, permanece como nome identificado corretamente desde o início. A nova relação oficial de foragidos inclui ainda Fábio Voytylaki, natural de Caçador, e Victor Goedert, natural de Bom Retiro.
A fuga mobilizou uma grande operação das forças de segurança em Santa Catarina. Equipes da Polícia Penal e demais órgãos seguem atuando nas buscas para localizar e recapturar os três detentos.
De acordo com a Sejuri, as divergências na identificação serão apuradas dentro da intervenção instaurada na unidade. A Corregedoria-Geral da secretaria também acompanha o caso por meio de procedimentos administrativos e investigativos.
A pasta informou que as forças de segurança permanecem mobilizadas e reforçou o compromisso com a apuração rigorosa dos fatos, a transparência e a adoção de medidas para garantir a segurança pública e a regularidade operacional do sistema prisional catarinense.
A Penitenciária de São Cristóvão do Sul abriga a primeira Unidade de Segurança Máxima de Santa Catarina, criada para custodiar lideranças do crime organizado e presos considerados de alta periculosidade.
A estrutura possui protocolos diferenciados em relação a unidades prisionais convencionais. As celas contam com espaços individuais acoplados, medida adotada para ampliar o isolamento e impedir o contato entre os internos.
Mesmo em regime de maior rigor, os detentos têm acesso a direitos básicos, como banho de sol, alimentação, uniforme, kit de higiene, atendimento de saúde e contato com advogados, mas permanecem separados dos demais presos.
A operação interna da unidade também segue regras específicas, com atuação de policiais penais em número ampliado, treinamento especializado e uso de equipamentos próprios para esse tipo de estrutura.
O complexo também mantém atividades voltadas à ressocialização, com projetos de qualificação profissional e trabalho interno. Neste mês, o Governo de Santa Catarina anunciou investimento de R$ 1,4 bilhão para ampliação do sistema prisional, com previsão de criação de aproximadamente 1,6 mil novas vagas em unidades do Estado.
















