Uma menina de 4 anos foi levada à Unidade de Pronto Atendimento de Herval d’Oeste, no Oeste de Santa Catarina, na noite de sábado (9), após apresentar sinais de embriaguez. Conforme informações repassadas pela Polícia Militar, a equipe médica relatou que a criança apresentava hálito etílico, náuseas, vômitos e rebaixamento do nível de consciência.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h45 e se deslocou até a UPA para acompanhar a situação. O caso passou a repercutir no início desta semana.
Na manhã desta quinta-feira (14), a reportagem da Nativa FM conversou com o advogado criminalista Anderson Fedatto, do escritório Alencar e Martinazzo Advogados, que atua na defesa da família. Segundo ele, os advogados foram acionados ainda na noite de sábado, após a família ser informada de que haveria condução dos responsáveis para prestar esclarecimentos.
De acordo com Fedatto, o escritório já conhece a criança desde o nascimento, pois atua para a família em outras demandas. O advogado relatou que, conforme a versão apresentada pelos familiares, a menina teria ido para um cômodo da residência enquanto os demais estavam na sala assistindo televisão.
Ainda segundo a defesa, durante esse intervalo, a criança teria encontrado uma bebida alcoólica e feito a ingestão. Os familiares teriam ouvido um barulho e, ao verificarem, encontraram a menina no quarto, caída ao chão. Em seguida, a criança foi recolhida pelos responsáveis e encaminhada à UPA, onde a família solicitou atendimento médico.
O advogado afirmou que a menina passou por atendimento e procedimentos médicos, mas recebeu alta ainda na madrugada de domingo. Conforme Fedatto, por volta das 3h, a criança já estava novamente sob os cuidados dos familiares.
Segundo ele, até o momento, não há indicação de intenção por parte dos responsáveis, nem histórico de maus-tratos envolvendo a família. O advogado também destacou que a criança frequenta a escola e, conforme a defesa, recebe acompanhamento e assistência familiar.
Fedatto afirmou que a mãe da menina prestou esclarecimentos na Delegacia ainda na noite do fato e foi liberada. Ele também relatou que a família está abalada com a situação, principalmente em razão dos comentários nas redes sociais.
Conforme o advogado, em casos envolvendo crianças, a repercussão costuma gerar manifestações precipitadas e opiniões sem base completa nos fatos. Ele reforçou que a família tem sofrido com julgamentos públicos antes da conclusão da apuração oficial.
Nesta segunda-feira (11), os advogados estiveram na residência da família. Segundo Fedatto, a criança estava bem e sendo acompanhada pelos familiares. Para a defesa, o episódio ocorreu em um momento de descuido.
Ainda conforme o advogado, a família foi informada de que um inquérito policial deverá ser instaurado para apurar o caso. A investigação deve incluir a oitiva da mãe, dos avós e de um tio que também residem no imóvel.
O caso segue sob apuração das autoridades competentes.
















