A recorrente morte de animais no Contorno Viário de Capinzal tem chamado a atenção de moradores e motoristas que trafegam pelo trecho. A situação, segundo relatos, tem se tornado cada vez mais frequente, especialmente em pontos próximos a áreas de vegetação às margens da via.
O contorno corta regiões com significativa presença de mata nativa e áreas verdes, o que favorece o deslocamento de animais silvestres. Espécies como graxains, tatus e outros animais de pequeno e médio porte acabam atravessando a pista em busca de alimento ou abrigo, ficando expostos ao risco de atropelamento.
Além da presença desses animais, o intenso fluxo de veículos no Contorno Viário agrava o cenário. A via é utilizada diariamente por motoristas que buscam desviar do trânsito urbano, o que resulta em maior velocidade média e, consequentemente, reduz o tempo de reação diante da travessia inesperada de animais.
Outro fator que contribui para os atropelamentos é a baixa visibilidade em determinados horários, principalmente durante a noite e ao amanhecer, períodos em que muitos animais têm hábitos mais ativos. Nesses momentos, a combinação entre velocidade e iluminação limitada aumenta significativamente o risco de colisões.
A situação acende um alerta para a necessidade de maior atenção por parte dos condutores, que devem redobrar os cuidados ao trafegar pelo trecho, especialmente em áreas sinalizadas ou com histórico de ocorrências. A redução de velocidade e a condução defensiva são medidas fundamentais para evitar novos registros.
Enquanto medidas estruturais não são implementadas, a responsabilidade imediata recai sobre os motoristas, que precisam adaptar a condução diante de uma realidade cada vez mais presente nas rodovias que cortam áreas de vegetação.




















