A defesa do farmacêutico preso durante operação da Polícia Federal em Capinzal se manifestou na noite desta terça-feira (31) e afirmou que ainda não teve acesso integral ao inquérito policial. Segundo os advogados, a ausência de informações completas impede uma análise detalhada do caso neste momento.
De acordo com o advogado Marco Alencar, as informações divulgadas até agora são baseadas, em grande parte, em dados unilaterais da investigação, que ainda não passaram pelo contraditório e pela ampla defesa. Ele ressaltou que conclusões antecipadas não substituem a análise técnica dos autos.
“A defesa informa que ainda não teve acesso integral ao conteúdo do inquérito, o que impede maiores considerações sobre os fatos divulgados pela imprensa. Conclusões antecipadas não substituem a análise completa dos autos”, afirmou.
A defesa também confirmou que o investigado passará por audiência de custódia nesta quarta-feira (1º). Na ocasião, o Poder Judiciário irá avaliar a legalidade da prisão em flagrante e decidir se ela será mantida.
Em nota oficial, os advogados reforçaram que o farmacêutico segue amparado pelo princípio da presunção de inocência e que a apuração dos fatos deve respeitar rigorosamente o devido processo legal.
“A defesa seguirá atuando de forma técnica, responsável e estratégica, adotando todas as medidas cabíveis para a adequada elucidação dos fatos”, diz o comunicado.
A operação
O farmacêutico foi preso na manhã desta terça-feira (31), durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de tráfico internacional de medicamentos controlados e drogas no Oeste catarinense.
A investigação teve início em 2024, após um alerta internacional apontar o envio de substâncias como opioides e benzodiazepínicos para o exterior, além da suspeita de remessas de cocaína. Segundo a Polícia Federal, mais de 900 envios postais teriam sido realizados para diversos países.
O caso segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas após os desdobramentos judiciais.
Atendimento na farmácia do município é afetado
Em meio aos desdobramentos da operação, a Secretaria de Saúde de Capinzal informou que a farmácia básica do município teve os atendimentos suspensos temporariamente. A medida vale até esta quarta-feira (1º) e inclui também a interrupção na liberação de medicamentos à população.
Segundo o comunicado oficial, a decisão foi tomada em razão dos acontecimentos recentes envolvendo a unidade de saúde e a prisão do servidor público suspeito. A Prefeitura afirmou que a medida é preventiva e visa reorganizar o serviço, garantindo a retomada adequada do atendimento à população.
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