O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano após reunião nesta quarta-feira, dia 28, a primeira de 2026. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado. Com isso, a taxa básica de juros segue no maior patamar desde julho de 2006.
Apesar da manutenção, o Copom indicou que poderá iniciar um ciclo de redução dos juros já na próxima reunião, prevista para março, caso o cenário esperado se confirme. Segundo o Banco Central, a estratégia atual tem se mostrado adequada para conduzir a inflação em direção à meta ao longo do horizonte relevante da política monetária.
No comunicado oficial, o Copom destacou que o ambiente externo permanece incerto, especialmente em função da conjuntura econômica e da política adotada pelos Estados Unidos, além das tensões geopolíticas, fatores que impactam as condições financeiras globais e exigem cautela de países emergentes.
No cenário doméstico, o Banco Central avalia que a atividade econômica apresenta moderação no crescimento, enquanto o mercado de trabalho ainda demonstra resiliência. A inflação cheia e as medidas subjacentes seguem em trajetória de desaceleração, porém continuam acima da meta estabelecida.
As expectativas de inflação medidas pela pesquisa Focus permanecem desancoradas. Para 2026, a projeção é de 4%, enquanto para 2027, o índice esperado é de 3,8%. Já a projeção do Copom para o terceiro trimestre de 2027 é de 3,2%.
O Comitê também apontou que os riscos para a inflação seguem elevados. Entre os fatores de alta estão a persistência da inflação de serviços, expectativas desancoradas e impactos de políticas econômicas internas e externas, como uma taxa de câmbio mais depreciada. Do lado de baixa, destacam-se uma desaceleração mais intensa da economia doméstica ou global e possível redução nos preços das commodities.
Ao final, o Copom reforçou que, caso haja maior confiança na convergência da inflação à meta, poderá iniciar a flexibilização da política monetária, mantendo serenidade quanto ao ritmo e à magnitude dos cortes, que dependerão da evolução do cenário econômico.
Fonte: Oeste Mais
















